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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Lixo Eleitoral: Para onde ele vai ?


No Brasil, em todas as eleições seja para cargos em níveis municipais, estaduais ou federais, são distribuídos milhares de santinhos de papel e placas de publicidades (cavaletes) com o nome e número dos candidatos são espalhadas pelas cidades brasileiras, como se isso fosse ganhar uma eleição na era da informação, da internet, redes sociais e demais formas de mídias modernas.

Nas ultimas eleições municipais de 2012 , segundo levantamento do TSE, gastou-se 2 bilhões de reais  em fabricação de santinhos, cartazes, bandeiras e faixas. Desse total, mais de 800 milhões de reais foram gastos na emissão de papeis para santinhos e jornais, o que significa a quantia de 603 mil árvores derrubadas que seriam o suficiente para produzir 40 milhões de livros de 50 páginas. O comprimento da quantidade de papeis impressos empilhados seria possível dar 143 voltas ao redor da Terra. 

Para produzir o material impresso foram gastos 3 bilhões de litros de água, que serviriam para abastecer regiões do Brasil devastadas pela seca, como o nordeste brasileiro.

Além de ser um enorme gasto público e consumir muitas árvores e água, essa geração de lixo traz alguns impactos socioambientais, tais como:

Entupimento das galerias de esgotos, podendo causar alagamentos e enchentes;

Poluição nos cursos de água e no solo, devido à quantidade de santinhos e cavaletes que são jogados no chão das vias públicas;

Os materiais jogados no chão podem causar graves acidentes, como o de uma senhora que faleceu no dia da eleição, após escorregar em panfletos espalhados em torno de uma seção eleitoral na cidade de Guarulhos-SP;

Os cavaletes, banners, faixas, bandeiras, causam a poluição visual, pois muitas vezes são dispostos irregularmente em locais públicos sem autorização do poder público como em postes de iluminação, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus, árvores, jardins públicos e outros. Além disso, os candidatos não recolhem esse material a noite conforme resolução de N° 23.404 do tribunal Superior Eleitoral, ficando o mesmo nas vias públicas deteriorando-se com as intempéries e virando resíduo que se dispõe em aterros.

No Brasil, não há lei que limite a quantidade de material de propaganda política emitida e nem lei que responsabilize o candidato pela geração desses resíduos de campanha eleitoral.

Portanto há de se exigir um rigor maior por parte das autoridades na hora de imprimir esses milhões de propagandas que são colocadas nas ruas, prejudicando o meio ambiente e a sociedade e esperamos que a população comesse a estabelecer que seu candidato tome providencias para não gerar tanto resíduo de campanha eleitoral. Além disso, devemos cobrar das autoridades eleitorais para que os candidatos a algum cargo sejam punidos pela geração indiscriminada de resíduos sólidos, como panfletos, santinhos, bandeiras e faixas.

Referencias:







segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Plásticos Biodegradáveis

Um material é considerado biodegradável quando microrganismos vivos em conato com o solo, a umidade, o ar e a luz solar, fragmentam o material e o utilizam como fonte de alimento.

Devido à consciência e a preocupação com a questão ambiental no planeta, atualmente vem sendo veiculados na mídia produtos biodegradáveis como solução ecológica, como é o caso do plástico biodegrádavel.

Esse plástico apesar de ser elaborado através de fontes renováveis, como a celulose e o amido das plantas não é biodegradável em qualquer condição, principalmente quando é disposto em lixões ou aterros. Isso acontece pelo fato dos aterros serem ambientes anaeróbios, ou seja, não possuem oxigênio e umidade o suficiente para degradar o plástico.

Para que a biodegradação ocorra é necessário que seja encaminhado para uma usina de compostagem que transforme o plástico em até 180 dias em humos para o solo.

Além de não se decomporem em 6 meses como recomendam normas internaconais, os plásticos biodegradáveis dispostos em aterros emitem gases do efeito enquanto se degradam, prejudicando a camada de ozônio e a qualidade do ar.

Mesmo que o plástico seja considerado biodegradável, temos que procurar controlar o seu consumo desenfreado e o seu descarte inadequado em lixões e aterros. Portanto, os plásticos biodegrádaveis se tornaram uma solução ineficaz, pois se não for utilizada como compostagem em solos, não se decompõem facilmente como pregam seus fabricantes.

Referências:




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Isopor: Problemas e Soluções

O isopor é um material usado como embalagem e isolante térmico, é composto por uma mistura de ar com poliestireno que é derivado da nafta petroquímica. O isopor  apesar de não ser considerado um produto  contaminante possui  alguns impactos socioambientais, tais como:

Segundo a ¹EPA, pessoas que trabalham com o produto passaram a sofrer de problemas de saúde , como dor de cabeça, depressão, perda auditiva e problemas neurológicos  e um aumento no risco de adquirir leucemia e linfoma;

Demoram em média 150 anos para se decompor na natureza. Quando são dispostos no meio ambiente, o isopor que é uma espécie de plastico se quebra em microplátisco, que possui a capacidade de absorver compostos químicos tóxicos,como agrotóxicos, pesticidas, metais pesados, como chumbo, Mercúrio e Cadmio ,presentes nos rios, lagos e oceanos ;

Os seus fragmentos que são descartados no mar podem ser ingeridos por animais marinhos ,podendo causar intoxicação a eles e  a quem se alimenta deles ;

Ocupam espaços em aterros sanitários devido ao seu grande volume;

Quando queimado, o isopor libera gás carbônico,oque contribuí para a poluição do ar e para o aquecimento global;

Por ser uma espécie de plastico , o isopor é 100 % reciclado,mas sua reciclagem não acontece por ser leve,ocupa um espaço  muito grande e isso colabora para seu baixo preço de venda, fazendo com que seja inviável economicamente para catadores e cooperativas.

De acordo com estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), são consumidas cerca de 2,5 milhões de toneladas no mundo e no Brasil são cerca de 36,6 mil toneladas.
Além desse fato, no Brasil  ainda destina-se boa parte do isopor para aterros e lixões, pois além da inviabilidade econômica para os recicladores reutilizarem o material ,não temos a consciência de separar este resíduo como plástico e simplesmente colocamos no lixo comum .

Frente a esse cenário, já se têm algumas soluções para o problema socioambiental do isopor, como em uma Usina da cidade de Curitiba – PR,que  irá fabricar concreto leve(mistura de cimento,areia,cola e isopor) utilizando o isopor para substituir o uso da pedra britada. Os produtos vão ser comercializados para pessoas física ou empresas, e a renda será destinada para o Instituto Pró- Cidadania e aplicada em ações sociais.

A usina também vai moer o isopor e irá aproveitá-lo na aeração de solos em parques e jardins, pois facilita a retenção de umidade e mantém a temperatura do solo.

¹ EPA: Agencia de proteção ambiental dos EUA.

Referências:

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos

Utilizamos a água vinda de rios, lagos, e poços para diversos fins como para a irrigação, indústria, dessedentação animal, abastecimento rural e urbano, navegação e para fins energéticos.

Esses diversos usos em uma determinada bacia hidrográfica¹ podem causar conflitos pela utilização da água, poluição, degradação ambiental e diminuição do nível  de mananciais somados a períodos de estiagem .

Para ajudar a resolver esse caos em nossos recursos hídricos, existem ferramentas como a cobrança pelo uso desses recursos.

Essa cobrança é uma das ferramentas de gestão da Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9433/97 e tem como objetivos:

Dar ao usuário uma indicação do real valor da água;

Incentivar o uso racional da água; e

Obter recursos financeiros para recuperar as bacias hidrográficas degradadas do país e também mantê-las em estado de conservação.

A cobrança não é um imposto, e sim uma remuneração pelo uso de um bem público, cujo preço é fixado a partir de um pacto firmado entre os usuários da água, sociedade civil e o poder público. Os órgãos responsáveis pela cobrança do uso da água são os comitês de Bacias Hidrográficas² (CBHS), que estabelecem a competência de pactuar e propor ao respectivo conselho de recursos hídricos os mecanismos e valores de cobrança a serem  adotados  na sua área de atuação. Essa arrecadação em águas de domínio da União proposta por um CBH, só pode ser iniciada após a aprovação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos ( CNRH).

Após a aprovação da cobrança a Agencia Nacional de Águas ( ANA), criada pela Lei nº 9984/00, arrecada e distribuí os valores arrecadados  para as entidades delegadas de gerir cada bacia. 
No Brasil, a cobrança é feita em 12 bacias hidrográficas do estado do Ceará,  10 bacias do Estado do Rio de Janeiro,  5 do Estado de São Paulo , 9 bacias do estado de Minas Gerais  , 2 trechos de Bacias do Estado do Paraná e no setor hidrelétrico.

Esse instrumento de cobrança é uma ferramenta para ajudar a conservar e preservar os recursos hídricos, mas a sua implementação não se dá em todas as bacias hidrográficas brasileiras, por elas muitas vezes nem possuírem um comitê de Bacia Hidrográfica implantado.


Cabe a nós como sociedade cobrar das autoridades  para que se implante comitês de bacias e para  que fiquem mais atuantes  os que já existem, podendo assim executar a cobrança pelo uso da água  e usar o dinheiro arrecadado para recuperar os nossos mananciais que nos fornecem a água tão necessária para a sobrevivência dos seres vivos.

¹ : Bacia Hidrográfica ou Bacia de Drenagem é o conjunto de terras que fazem a drenagem da água das precipitações para esse curso d’água.

 ² : Comitês de Bacias hidrográficas são organismos colegiados que fazem parte do Sistema Nacional Gerenciamento de Recursos Hídricos , existentes desde 1988.  




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Contaminantes Emergentes na Água

Quando analisamos a qualidade da água dos nossos rios e mananciais brasileiros, nos deparamos com elementos ou substâncias nocivas ao meio ambiente que muitas vezes são limitadas de serem lançadas em certas quantidades pela resolução de nº 357 do *CONAMA de 2005. 

Essa resolução dispõe sobre a classificação dos corpos de água e estabelece condições e lançamento de efluentes, como o cloro, o benzeno e os metais pesados. Sendo assim, estabelece-se indicadores para analisar a qualidade das águas afim de poder mitigar os impactos ambientais causados pelas substâncias nocivas lançadas no corpo de água e também punir os responsáveis por esse ato degradatório.  

Mas, não são só esses contaminantes que devemos monitorar nos mananciais e sim também os contaminantes emergentes, que são substâncias que não são controladas por leis ou regulamentos. Eles podem ser produtos farmacêuticos e produtos de higiene, hormônios sintéticos e naturais, pesticidas, plastificantes e até substâncias estimulantes como a cafeína.   Essas substâncias são classificadas como interferentes endócrinos que alteram as taxas hormonais de animais e dos seres humanos podendo afetar na reprodução e no desenvolvimento de ambos. Também podem ser carcinogênicos e antecipar a idade da menstruação das meninas.

Esses interferentes são descartados nos esgotos e vão parar nos rios e contaminam os animais e aos seres humanos, seja pela ingestão da água que volta para o consumo ou pela ingestão de peixes, provocando desequilíbrio ecológico da fauna e prejuízos na saúde humana.
Muitos desses produtos que são lançados nos esgotos  após  o tratamento da água  persistem na composição da água , que é o caso da cafeína que está presente em refrigerantes, café, chocolates e chás.

Além da cafeína, os produtos farmacêuticos como remédios e antibióticos despejados nos rios são um grave problema, pois muitas vezes não são destinados corretamente para retornarem á indústria farmacêutica através da logística reversa que está prevista na política nacional dos resíduos sólidos – Lei 12305 de 2010. Essas susbstâncias não são biodegradáveis, persistindo no ambiente e em organismos vivos que os bioacumulam, podendo causar  a extinção de diversas espécies da fauna , da flora e problemas na saúde humana.


Contudo há medidas para que os contaminantes emergentes sejam menos presentes nos mananciais como o uso consciente dos produtos que os contêm e o descarte de forma correta que deveria se dar através de coletores disponibilizados pelas empresas que os fabricam. Além disso, devemos exigir leis para que as substâncias emergentes sejam cada vez mais parâmetros a serem analisados na qualidade da água, pois sendo assim limitamos a uma quantidade permitida para que tal substância seja lançada em corpo d’água, diminuindo os seus impactos socioambientais.

*Conselho Nacional do Meio Ambiente






sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Perigo dos Produtos de Limpeza


Muitas vezes pensamos que para um ambiente estar limpo, tem que ter cheiro de lavanda ou de eucalipto, mas afinal limpeza tem cheiro?

Um local limpo não tem cheiro e por vezes usamos indiscriminadamente muitos produtos de limpeza juntos como aromatizadores líquidos, desinfetantes e desorizadores de ar  disfarçando o cheiro e podendo provocar problemas de saúde como rinite, sinusite, alergias e até problemas  carcinogênicos e dermatológicos. 

Além de causar riscos à saúde tanto para quem manuseia ou inala essas miscelâneas de produtos químicos, podem causar danos ao meio ambiente, tais como:   

Contaminação da água dos esgotos que são despejados em mananciais podendo causar a morte de animais e plantas. Esta contaminação pode se dá através do uso de detergentes, sabões e demais produtos que sejam à base de fosfatos. Este componente forma uma espuma branca que reduz a penetração do oxigênio da água, diminuindo o nível de oxigênio na água;

Os fosfatos podem geram também o aparecimento de algas vermelhas que em excesso provocam a diminuição de oxigênio na água, além de alterar a cor do manancial (processo de eutrofização);
Muitos limpadores de ambientes possuem em sua composição derivados de petróleo, cloro e metais pesados poluindo rios, lagos, oceanos, podendo causar prejuízos a saúde, a fauna e flora devido ao fato serem altamente tóxicos;

O consumo de produtos de limpeza gera uma grande quantidade de embalagens que são descartadas na natureza junto com resíduos orgânicos, indo para aterros e lixões podendo contaminar o solo e água;

Frente aos efeitos nocivos que os produtos de limpeza causam a saúde e ao meio ambiente, devemos escolher um ou dois artigos de limpeza usando de forma moderada, ao invés de usar muitos produtos com a mesma finalidade, como desinfetante com aromas, aromatizador liquido e desodorizador de ambientes, devido a grande espécie de elementos químicos que os compõem  como o formaldeído e os solventes;

Há também alternativas mais ecológicas que não prejudicam a saúde e a natureza, tais como:

Usar vinagre tira manchas  de tecidos, remove gorduras e limpa azulejos , fogões e panelas sem deixar odor forte de produtos químicos em casa;

O bicarbonato de sódio limpa a pia, bidês, vasos sanitários e substitui o cloro na remoção de limo. Para isso é preciso deixa-lo agir por uma hora e depois retirar o limo com uma mistura de suco de limão e sal;

Utilizar a água quente com sabão para desinfetar ambientes;

Portanto, sejamos mais conscientes na hora de utilizá-los, analisando o que contém em seus rótulos e utilizando-os moderadamente. O uso indiscriminado se deve a esses produtos industrializados possuírem apelos publicitários que facilitam o seu consumo em larga escala. Mas, com a redução do consumo e adoção de praticas mais ecológicas podemos reduzir a atividade das empresas que fabricam os produtos de limpeza que degradam o meio ambiente e fazem mal a saúde.

Referências:




sexta-feira, 25 de julho de 2014

Impactos Sociombientais das Monoculturas

No Brasil desde os tempos coloniais pratica-se a monocultura, que é a produção agrícola de apenas um tipo de produto cultivado em larga escala, como a soja, café ,cana-de-açúcar e algodão.

Nessa pratica agrícola a maior parte da produção é exportada para fora do país, gerando renda para grandes latifundiários e um bom saldo na balança comercial brasileira. Mas, apesar de trazer lucros aos grandes proprietários de terras e ao governo brasileiro, essa cultura causa também os seguintes  impactos socioambientais:

Degradação física, química  e biológica do solo;

Reduz a produtividade, uma vez que o plantio de uma só espécie retira os nutrientes do solo;

Reduz a biodiversidade  e provoca um desequilíbrio ecológico ao desmatar grandes áreas de florestas e cultivar plantas que não são nativas de determinado local;

Traz o aparecimento de ervas daninhas e insetos que atacam as plantações devido à supressão de porções de mata nativa;

A monocultura necessita que se apliquem as plantações uma grande quantidade de agrotóxicos  e fertilizantes que podem gerar a contaminação do solo, da água e dos seres vivos;

As grandes plantações ocupam áreas extensas que impedem que sejam produzidos mais alimentos para a população interna do país, o que reduziria a fome junto com a diminuição do desperdício de alimentos que já são produzidos;

Reduz a mão-de-obra do campo por causa da mecanização das lavouras e com isso a um êxodo rural para as grandes cidades brasileiras gerando mais desempregados;

O plantio em larga escala necessita de grande quantidade de água que muitas vezes é desviada de um curso de um manancial causando a degradação do mesmo e nem sequer o uso dessa água é cobrado dos proprietários de terras;

Tendo em vista a todos esses malefícios socioambientais, há alternativas frente a esse cenário,  como a rotação de culturas, que consiste em fazer divisões na propriedade e alternar anualmente as espécies vegetais cultivadas na área agrícola.  Esse modo de cultivo proporciona uma produção diversificada de alimentos, melhora as características do solo, auxilia no controle de ervas daninhas, repõe matéria orgânica e protege o solo da ação dos agentes climáticos.

  
Portanto, a monocultura apesar de ser altamente rentável por causa da exportação traz os diversos impactos socioambientais mencionados acima e um custo elevado, pois as áreas do plantio ao longo do tempo passam a não serem mais produtivas, gerando prejuízos ao governo por não estar gerando impostos e produzindo produtos agrícolas.  Mas, a rotação de culturas é uma alternativa frente a esse quadro, podendo até recuperar o solo degradado.  

Referências:






sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sustentabilidade em Condomínios

No mundo atual fala-se muito em atingir conceitos de sustentabilidade e pensamos  que isso só pode ser alcançado em níveis governamentais e empresariais. Mas, se começarmos  pelos condomínios onde moramos já seria um importante ponto de partida para atingirmos a sustentabilidade em escalas maiores no futuro.

Para um condomínio ser sustentável é necessário realizar uma série de ações, tais como:

Reduzir o consumo de energia, através da substituição de lâmpadas comum pelas de led e da instalação de painéis solares para aquecer a água, que  apesar ambos de serem mais caras, economizam energia com o tempo o custo se paga;

Reduzir o consumo de água, através da captação da água da chuva e do tratamento de esgoto para reuso em descargas;

Coletar através de uma cooperativa o óleo descartado pelos moradores, evitando assim que muitos litros dessa substancia contaminem água;

Realizar um trabalho de educação ambiental com moradores e funcionários do condomínio sobre o consumo consciente de água e energia, segregação e destinação correta dos resíduos. Também é preciso orientá-los a gerar menos resíduos através de maior aproveitamento dos alimentos e consumindo de maneira moderada os produtos industrializados e alimentos em geral ,gerando assim menos quantidade de resíduos que seriam enviados para aterros;

Preservar árvores e cultivar pequenas hortaliças;

Tratar periodicamente as fossas e sumidouros;


Incentivar a reciclagem;

Contudo, pode parecer que essas ações sejam insuficientes para atingirmos a esfera global dos problemas ambientais, mas se começarmos em cada condomínio ou casa realizando essas pequenas mudanças aos poucos iremos atingir o desenvolvimento sustentável de que tanto o nosso planeta precisa para continuar a existir.

Referências:

sábado, 5 de julho de 2014

O pagamento por serviços ambientais

O Brasil é um país que possui uma legislação ambiental muito avançada, seja referente a leis no que diz respeito às qualidades da água, do solo, do ar e as diversas políticas de meio ambiente, como a lei 6938 e o artigo 225 da Constituição Federal do Brasil, de 1988.

Contudo falta mais fiscalizaçãopor parte das autoridades e ações de educação ambiental promovendo a divulgação das leis para a população ,em geral, ser mais atuante praticando ações sustentáveise cobrando posições dos governos frente à execução das leis ambientais do país.   

Muitos órgãos de fiscalização alegam que não são mais atuantes por não possuírem equipe e recursos financeiros o suficiente para cumprir a demanda das questões legais ambientais.

Uma das alternativas para isso seria o pagamento por serviços ambientais prestados pela população, ao invés de ficar esperando inteiramente pelas ações do poder público. Este pagamento consiste em ressarcir um potencial empreendedor de um determinado local por conservar e preservar o meio ambiente em uma propriedade rural que crie gado em uma área repleta de nascentes, por exemplo. Nesta modalidade cerca-se a área a ser preservada, impedindo o proprietário de realizar quaisquer espécies de atos degradatórios a natureza e realize-se o plantio de mudas de espécies nativas, para que o meio ambiente se reestabeleça no local. É importante frisar que as áreas de preservação são negociadas entre os proprietários rurais e os órgãos ambientais em questão do local para que haja um acordo que seja bom para ambas as partes.

O pagamento por serviços ambientais compreendem as atividades associadas a uma das quatro seguintes categorias representadas pela¹ : Retenção ou captação de carbono; conservação da biodiversidade, conservação de serviços hídricos e conservação de beleza cênica.

No Brasil, no Munícipio de Extrema – MG há um exemplo de sucesso deste pagamento, onde está havendo uma parceria publico-privada entre universidades, autoridades e empresas internacionais, que estão ressarcindo mensalmente os agropecuaristas da região por cercarem áreas de antigo pisoteio do gado, para fazerem plantios de mudas de espécie nativas que formam um cordão vegetal para as nascentes que brotam no local. Essas vertentes formam o Rio Jaguari, que é um dos grandes formadores do sistema Cantareira que abastece 54% do Munícipio de São Paulo e outras localidades da Grande São Paulo como, São Caetano do Sul, Guarulhos, Barueri e Osasco.       

O pagamento por esses serviços ambientais prestados a natureza é uma boa forma para a população rural interagir com a preservação ambiental, passar essa conscientização adiante e ainda não deixar de se desenvolver economicamente. Dessa maneira colabora-se preservando recursos naturais para as futuras gerações, mostrando que possamos fazer algo a mais pela natureza sem dependermos diretamente de ações governamentais.    


No que tangencia a questão legal, está tramitando no congresso nacional  um projeto de lei de n° 792 de 2007, que estabelece o pagamento por serviços ambientais.

Referências:

https://www.youtube.com/watch?v=FZvS6Q6qtRM


¹MMA 2008, Pagamentos por serviços ambientais: perspectivas para a Amazônia Legal; Sven Wunder, Jan Börner, Marcos Rügnitz Tito e Lígia Pereira.